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Reflexões de juízo I



Parece que o destino deste espaço é se tornar um quarto de reflexões sobre o modo de ser alheio. Já que outra vez trago à tona minha visão ou parte dela, ou tudo aquilo que eu consiga expressar sobre alguém, que  não diferente dos outros, (ou melhor das outras), nutro um carinho muito especial. 

Desta vez falo com imensa dificuldade, pois mesmo já aqui envolta com as palavras, ainda procuro como utilizá-las pra definir o que eu enxergo, o que eu sinto sobre esta pessoa... 
Acredito estar num processo interminável de adaptação, não só com ela, mas, com as pessoas em geral que venho conhecendo, firmando laços.  A cada dia tenho descoberto nuances interessantes que tem me aproximado ou me afastado destas.
Mas, quanto a esta que escreverei, as descobertas tem me aproximado, felizmente.  

O que mais me fascina no mundo das relações são essas pequenas coisas; em como as pessoas podem se conhecer e mudar tudo aquilo que foi pré-estabelecido por uma visão rápida, e de muito juízo (no sentido de julgamento mesmo). Digo isso porque assim foi comigo:  

A primeira vista me pareceu um tanto quanto sensível, frágil e talvez  imatura. Mas, quem sou eu pra achar alguém imaturo, Senhor? No entanto, foi este meu primeiro bater de martelo. Contudo a dita fez e faz questão de quebrar toda a fórmula estabelecida pra ela, começando já pelo tom de sua voz, indo até a sua forma de escrever, sua postura ao caminhar.
Tudo o que faz, traz consigo uma ideologia, um conceito de vida, e heranças aprendidas ou sofridas na infância. Heranças, conceitos, ideias muuito bem consolidadas, sem se desviar pra esquerda, nem pra direita. .... És de uma determinação e talento louváveis.

Não trepida a vista de todos, mas, se mantém de aparência forte e decidida. Muito mais que isso, é imperativa (demais); mas além de tudo, também é obediente e muito paciente. 
Sua fortaleza às vezes transborda aos olhos; mas como todo excesso em certas horas é falta, sinto que nesta capa rígida se abriga aquela sensível e frágil da primeira impressão. Não sei se imatura, porque em meio a tanta centralidade, não há espaço para indecisões e reações sem raízes... Já que as folgas próprias são poucas, quase não existem, nunca tendo permissão pra se libertar, penso que a maturação, no seu caso, veio porque teve que vir. rsrs

Mas, empregando todas as conjunções adversativas enfáticas, todos que a conhecem de verdade, (assim eu acredito), percebem que esse jeitinho característico de ser, só reflete uma necessidade de segurança, de proteção, de alento.  E finalmente eu afirmo, sim, és sensível e  frágil... mas ninguém precisa  saber disso, é segredo.. reservado pra aqueles relevantes em sua vida. 

À mostra ela só é a personificação do perfeccionismo aliado as linhas guias, a beleza física e em tudo que produz, a ironia e o sarcasmo com suas piadas ácidas ditas na lata, sem nunca deixar a rabugeira. rsrs. Em secreto és pequena, quebradiça e recebe facilmente as impressões ou sensações externas.  

No fim, meu primeiro bate martelo estava certo, salvo o "maturar". . .

Ainda virão outras reflexões de "juízo" sobre ela, e não demorarei postarei por aqui.



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