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Alma arranhada




Pontinhos aleatórios de dor flutuando no espaço, pulsando.

Dói quando se respira.

Murcham.

Como espectros de luz colorida que vemos ao fecharmos os olhos.

Só que doem,

E os olhos estão abertos.

Dói no peito,

Parece infarto.

Como buracos rasgados num tecido velho.

Dilacera.

Dói quando se respira.

Então se aprende a conviver com a dor.


Depois ela se vai e nem se percebe.

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